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Juliana visita Cisa e quer regulamentação da lei do “teste da orelhinha”

13/04/2009 | Diversos

Por Hamilton G. P. Mendes

Autora de uma lei que obriga aos hospitais realizarem o “teste da orelhinha” nas crianças recém nascidas em Araraquara; aprovada pelo plenário da Câmara Municipal na sessão ordinária de 20 de junho de 2002 – Lei nº. 5.850 de 3 de julho -, a vereadora Juliana Damus (PP) continua trabalhando para que a matéria seja regulamentada na cidade.

Envolvida com o tema, Juliana esteve visitando o Centro Integrado de Saúde Auditiva (CISA), onde acompanhou o trabalho das profissionais que atendem no local e encontrou o garoto, Luiz Gabriel Pereira Nogueira, de 3 anos de idade, em terapia com a fonoaudióloga, Fabiana Danieli. Gabriel foi uma das primeiras crianças atendidas no Cisa,depois da promulgação da lei da autoria de Juliana -, que teve diagnosticado um sério problema de audição. O menino sofre de deficiência auditiva profunda, fez um implante coclear e vem evoluindo muito bem ao tratamento.

“É gratificante encontrar uma criança que foi beneficiada por um exame implantado na cidade depois de uma lei apresentada por mim. Se o Gabriel não tivesse passado pelo ‘teste da orelhinha’, poderia ter seu problema diagnosticado tarde demais. Por isso, minha luta pela regulamentação da lei, que obrigaria todos os hospitais e maternidades adotar o procedimento”, explicou a vereadora.

Instalado no mesmo prédio onde anos atrás funcionava a Maternidade Gota de Leite, o Cisa realiza, através do SUS, o “teste da orelhinha” em crianças até os 6 meses de idade, nascidas na Santa Casa de Misericórdia. A outra Casa de Saúde de Araraquara que também adotou o procedimento é o hospital São Paulo.

O exame é importante, porque qualquer bebê recém-nascido pode apresentar um problema auditivo no nascimento ou adquiri-lo nos primeiros anos de vida. Isto pode acontecer mesmo que não haja casos de surdez na família ou nenhum fator de risco aparente. Simples e indolor, o teste é feito no primeiro mês de vida do bebê, e pode detectar se ele tem algum problema auditivo e evitar problemas na fala e no aprendizado da criança.

A avaliação é rápida e fundamental para toda a vida da pessoa. Conhecido popularmente como teste da orelhinha, a ‘Emissões Otoacústicas’ existe desde os anos 90, mas até hoje poucas maternidades públicas brasileiras realizam o exame, mesmo com a vigência de leis dispondo sobre a obrigatoriedade.

“O teste demora de 5 a 10 minutos, não tem qualquer contra-indicação, não acorda nem incomoda o bebê, não exige qualquer tipo de intervenção invasiva – uso de agulhas ou qualquer objeto perfurante – e é absolutamente inócuo”, explicou a fonoaudióloga, Roberta Alvarenga Reis, uma das profissionais que atuam no CISA.

Ela explica ainda que a triagem auditiva é feita inicialmente através do exame de Emissões Otoacústicas, que são sons provenientes da cóclea após a apresentação de um estímulo sonoro.
O Exame de Emissões Otoacústicas é o mais recente método para identificação de perdas auditivas em recém-nascidos. Seu objetivo é detectar a ocorrência de deficiência auditiva, já que as emissões otoacústicas estão presentes em todas as orelhas funcionalmente normais. Quando existe qualquer alteração auditiva, elas deixam de ser observadas.

“O diagnóstico após os 6 meses traz prejuízos inaceitáveis para o desenvolvimento da criança e sua relação com a família. Infelizmente, no Brasil, a idade média de diagnóstico da perda auditiva severa a profunda é muito tardia, em torno de 4 anos de idade, o que prejudica seriamente o tratamento e causa conseqüências negativas para o futuro da criança”, disse a vereadora, Juliana Damus, autora da lei que prevê a obrigatoriedade do teste da orelhinha em Araraquara.
O CISA atende semanalmente cerca de 40 crianças nascidas na Santa Casa com até um mês de vida. No caso de falhas nos exames o mesmo é refeito em aproximante em 15 dias e na detecção de algum problema, a criança é encaminhada para Divisão de Saúde Auditiva de Bauru, onde o diagnóstico é fechado, e se necessário já recebe o aparelho auditivo.
O mais importante, contudo, é que o trabalho de reabilitação da criança após a colocação do aparelho em Bauru, se realiza em Araraquara, com as profissionais do CISA que acompanham o tratamento por todo o tempo em que ele se passa.

“O trabalho realizado pelo Cisa é digno de elogios, mas a regulamentação da lei que torna obrigatório o exame da orelhinha em Araraquara é fundamental, pois os bebês que têm perda auditiva diagnosticada cedo e iniciam o tratamento até os 6 meses de idade apresentam desenvolvimento muito próximo ao de uma criança sem deficiência auditiva. Por isso, encaminhei novo requerimento para o Executivo solicitando que a lei seja regulamentada”, ressaltou a vereadora Juliana Damus, que acompanha há anos as atividades do Cisa.

Falando sobre o trabalho realizado pelo Cisa, para atendimento de deficiencia auditiva, a assistente social e coordenadora da unidade, Sandra Regina Farto Rosa, explica que em Araraquara são atendidos, em média, 440 pacientes por mês – nos mais diversos setores -, tudo pelo SUS. “Araraquara é referência em tratamento de média complexidade. Atendemos 24 cidades da região e nosso trabalho visa aumentar a consciência coletiva para o problema da deficiência auditiva”, disse.

O Centro, que em março atendeu 44 pacientes na protetização – colocação de aparelhos -, conta com o trabalho de oito profissionais; Sandra Regina Farto Rosa, assistente social; as fonoaudiólogas; Roberta Alvarenga Reis; Fabiana Danieli; Francine Broggio; Regina Gomes, Renata de Arruda Camargo; a psicóloga, Adriana Túbero e o Dr. Alessandro Pisani, Otorrinonaringologista.

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