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Entrevista ao jornal Tribuna Impressa

21/10/2008 | Diversos

Por Fernanda Manécolo

A vereadora Juliana Damus (PP) segue para o seu terceiro mandato no Legislativo. Em entrevista à Tribuna, ela fala sobre a renovação da Câmara, seus projetos e qual a expectativa em relação ao governo de Marcelo Barbieri (PMDB).

Tribuna Impressa: Qual sua análise sobre a nova composição da Câmara?
 
Juliana Damus: Uma vaga foi criada, porque eram 12 vereadores e passou para 13 vereadores, e duas vagas ficaram abertas, uma de Edna Martins, que se candidatou à Prefeitura, e outra do vereador Dudu Lauand, que não tentou a reeleição. Então cinco vereadores foram eleitos e cinco não foram, houve uma renovação de 50%. Claro que as pessoas estão muito descrentes com os políticos, mas temos pessoas honestas que trabalham e que têm vontade de fazer coisas boas para a cidade, apesar de muitas vezes não depender só do trabalho do vereador. As pessoas que entram têm  pique, têm vontade de fazer. Mas nem sempre este processo democrático reflete a vontade da população. Tivemos vereadores com muitos votos, mas que não foram eleitos, porque não fizeram boas coligações.

Como foi sua campanha e quem é seu eleitorado?

Juliana: Trabalhei durante quatro anos, preocupei-me em ter uma posição independente e mostrar isso para população. Fiz uma campanha com recursos próprios, simples. Não fiz promessas, fui clara e mostrei o que já fiz. Também me preocupei muito em seguir a legislação eleitoral, porque acho isso muito importante. Reconheço que muitos dos meus eleitores votavam no meu pai [vereador Elias Damus, falecido em 2000]. Ele me deixou um legado político importante, entrei na política por causa dele. Também tenho muitos eleitores nos bairros, tem um pessoal na faculdade e as pessoas  que aprovam meus projetos.

Qual sua avaliação do trabalho atual do Legislativo?
 
Juliana: A Câmara tem suas limitações, falo isso por mim. Eu tenho projetos que aprovei e que não foram sancionados, ou porque eram inconstitucionais, ou porque eu não fazia parte da base do Governo; então fui podada várias vezes. Mas, de um modo geral, acho que os vereadores têm sempre procurado fazer o que está ao alcance.

A senhora faz oposição ao atual Governo?
 
Juliana: Fui taxada injustamente de oposição. Na verdade, sempre busquei ser independente. Em propostas boas, que favoreciam a população, eu votei a favor, mas em projetos que não eram bons, eu votei contra.  Mesmo porque em muitas situações nem sequer fui chamada para discutir o assunto. Eu fui eleita pelo povo e não pelo prefeito. Esta é a linha que eu tento seguir.

Qual é a sua expectativa em relação ao governo de Marcelo Barbieri?
 
Juliana: O Marcelo batalhou muito para vencer as eleições e sabemos que é um sonho dele ser prefeito, por isso, minha expectativa é que ele faça o melhor para nossa cidade. Eu espero que ele mantenha uma boa relação com o Legislativo. Na hora de propor projetos, por exemplo, eu espero que ele chame a Câmara e que haja discussões, ao invés de levar primeiro para a impressa, como infelizmente ocorreu neste último mandato. Espero que ele não apresente projetos de última hora. Quero muito que haja respeito com os vereadores e também espero que ele deixe os vereadores tomarem uma posição independente. Claro que ele vai querer ter o apoio dos parlamentares e eu quero muito ajudá-lo, mas espero que ele entenda se, em algum momento, nós não estivermos favoráveis a seus projetos.

Quais seus principais projetos no Legislativo?
 
Juliana: Criamos a vaga para idoso; o Momento Mulher, que organizamos todos os anos; o emplacamento de carroças, que precisa começar a funcionar efetivamente; a proibição do cerol; o projeto Verde que Alimenta, que leva árvores frutíferas às escola, além de projetos que apresentamos e ainda estou cobrando a execução. Para mim não basta apresentar, eu quero ver as coisas acontecerem.

Quais serão  suas prioridades agora?

Juliana: Quero tirar alguns projetos do papel e continuar com o Momento Mulher. Mas minha prioridade é batalhar pelo IPTU [Imposto Sobre Propriedade Territorial Urbana] ecológico, que dá descontos no imposto para quem preservar uma área de conservação ambiental.

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